sexta-feira, 19 de Outubro de 2012

Camélia



Camélia

- Nome científico: Camellia japonica

- Nome vulgar: Camélia

- Origem: China e Japão.

Esta planta chegou á Europa vinda do Oriente (Japão e Coreia) pela mão dos jesuítas.

Arbusto ou árvore de folha perene.

Planta de crescimento lento.

Arbusto excepcional pela sua floração desde o Outono até à Primavera.

- Flores: As flores, que podem ser singelas ou dobradas, aparecem na extremidade superior de cada ramo e podem ter entre 7 e 12 cm de diâmetro.
A cor das flores vai do branco ao vermelho.

- Folhas: folhas persistentes, com borda dentada, de cor verde-escuro brilhante e com a face inferior mais clara.

Existem mais de 3.000 variedades diferentes de Camellia japonica, número que a cada ano aumenta com o aparecimento de novas variedades.

A espécie Camellia sasanqua é uma espécie similar á Camellia japonica, que se diferencia desta por ter uma floração mais precoce (Outono – princípios do Inverno).

As camélias são plantas vistosas durante todo o ano. Utilizam-se nos jardins como elementos individuais ou em sebes. Podem ser cultivadas em vaso.

- Luz: devem ser colocadas numa posição onde possam apanhar alguma sombra sobretudo durante as horas de sol mais intenso.

O sol directo forte torna as folhas acastanhadas e fá-las perder a sua bonita cor verde. Estas plantas beneficiam de uma humidade atmosférica elevada. Muito calor é-lhes prejudicial.

Os ventos frios e as geadas podem danificar os botões florais pelo que é importante plantar as camélias ao abrigo de um muro ou de uma sebe.

Em climas com temperaturas inferiores a -5 ºC as camélias não sobrevivem.

A camélia aprecia um ambiente húmido.

Precisam de solos ácidos, porosos e com grande quantidade de matéria orgânica.
Nunca as plante em solo calcário. Se as folhas ficam amarelas e os botões florais não abrem, é possível que o solo não tenha a acidez necessária.

A boa drenagem é fundamental.

- Rega: necessita de rega constante durante o Verão.

- Adubação: devemos adubar logo que se torna visível o botão floral na extremidade de cada ramo.

É recomendável também de vez em quando dar ás camélias algum adubo com quelatos de ferro ou um adubo especial "ácido" para camélias ou plantas acidófilas como as hortênsias, gardénias, urzes (ericas) e azáleas.

Distinguimos dois tipos diferentes de poda nas camélias – a poda de limpeza e a poda de floração.

- Poda de limpeza
Poda feita durante o Inverno. Utiliza-se para eliminar os seguintes elementos indesejáveis: ramos mortos, secos ou doentes, ramos fracos ou mal situados (mal orientados), ramos que sobressaem muito do arbusto pelo seu excesso de vigor (chamam-se chupões).
Se for necessário, corrige-se a assimetria para melhorar a aparência do arbusto, por exemplo, se a copa está descompensada.

- Poda de floração
Depois de aparecerem os botões florais não se poda a camélia.
Devem-se despontar todos os ramos no início da primavera após o fim da floração, cortando-se por cima da segunda ou terceira gema lateral contada a partir da inserção do ramo. Destas gemas vão surgir ramos que vão dar, na extremidade, flores.
Se quiser obter flores maiores ainda que em menor quantidade, deve-se deixar um só botão floral por ramo, retirando os outros botões até ao mês de Novembro.

- Doenças e pragas da camélia

Manchado das folhas: doença provocada por um fungo chamado Phyllosticta camelliae. As folhas doentes devem ser apanhadas e deitadas ao lixo ou queimadas. Pode-se tratar as plantas com enxofre.

Manchas prateadas: são manchas que dão um aspecto prateado à folha. O fungo causador desta doença chama-se Pestalozzia guepini. Além de recolher e queimar as folhas afectadas (mesmo as que caíram ao solo) pode proteger as outras aplicando um fungicida.

Galhas foliares: as folhas novas ficam grossas e deformadas pelo fungo Exobasidium camelliae.
As folhas ficam com uma cor branca rosada e uma consistência de cera. Arrancar e destruir as folhas doentes. Pode-se pulverizar as outras folhas com um fungicida (zinebe).

Fumagina: combater as cochonilhas e os pulgões para que não apareça este fungo.

Manchas nas flores: as manchas nas pétalas podem ser causadas pelos fungos Ovulinia azaleae ou Sclerotinia sclerotiorum.

Cancros da casca: são produzidos por diversos fungos como Glomerella ou Phomopsis. Podar e queimar os ramos que tenham cancros e se estiver no tronco, limpá-lo com uma navalha bem afiada. Estes fungos entram por feridas.

Queda dos botões florais: antes da flor abrir, a queda dos botões florais pode ocorrer por deficiências de nutrientes no solo (por exemplo falta de boro ou zinco) ou então por mudanças bruscas na temperatura.

Clorose (amarelecimento das folhas): pode ocorrer por falta de algum elemento nutritivo no solo ou então por asfixia ou apodrecimento das raízes.

Golpe de sol: o sol forte directo pode produzir queimaduras (manchas castanhas) nas folhas da camélia. Isto acontece muito quando se leva uma camélia que estava à sombra para uma zona onde apanhe muito sol.

Podridão das flores: no caso de chover e se as temperaturas não forem baixas, as flores poderão apodrecer (ataque de um fungo chamado Botritis). Esta doença previne-se com um fungicida.

Cochonilhas / Pulgões

Vermes das raízes

Aranhiço vermelho e outros ácaros.

De uma maneira preventiva contra diversos fungos poderá desde a Primavera e até ao Outono aplicar mensalmente nas suas cameleiras um fungicida como captana ou tirame.

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