segunda-feira, 17 de junho de 2013

Begónia (de flor ou de jardim)



Nome científico: Begonia semperflorens

Nome vulgar: Begónia de flor, Begónia de jardim.

Origem: Brasil.

Planta herbácea perene com 20 a 40 centímetros de altura, cultivada como anual. Podem produzir flores durante quase todo o ano, embora com maior intensidade no Verão. Existem variedades de flor branca, rosa e vermelhas.

Esta espécie apresenta caules carnudos e ramificados. As folhas em forma de coração, de cor verde ou bordeaux, apresentam a borda
serrilhada.

No mercado existem diversas variedades desta espécie, diferenciadas pelo tamanho ou pela cor das folhas.

Esta espécie é utilizada para compor maciços ou bordaduras no jardim. Podem igualmente ser cultivadas em vaso quer em interior quer em exterior.

Planta de clima quente que não tolera o frio, devendo-se resguardar dos ventos frios e da geada.

Devem ser cultivadas em pleno sol ou em meia-sombra. A rega deve ser frequente mas moderada evitando-se o encharcamento do solo que provoca o apodrecimento da base dos caules.

Prefere solos ricos em matéria orgânica com boa drenagem.

Durante o período de floração deve-se fornecer, uma vez por semana, adubo líquido na água de rega.

Requer a limpeza das flores que vão murchando e da folhagem que vai ficando estragada.

Esta espécie é atacada pelos pulgões, pela mosca branca, pelos ácaros e thrips e pelos nemátodos do solo. Quando se cultiva em jardim podem também ser atacadas pelos caracóis.

As folhas e os caules desta espécie podem ser atacados quer pela podridão cinzenta (Botrytis) quer pelo Oídio (manchas de pó branco). A aplicação de enxofre pode combater estes dois fungos.

As raízes desta planta podem ser atacadas pelos nemátodos existentes no solo – nesse caso as raízes apresentam galhas ou protuberâncias como consequência desse ataque.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Astilbe



Nome científico: Astilbe x arendsii

Planta rizomatosa, originária da Ásia, de consistência herbácea com 60 - 70 cm de altura, vivaz, que apresenta uma folhagem caduca, verde escura e brilhante muito divididas.

Esta espécie é muito apreciada pois floresce abundantemente durante o verão – as flores (brancas, rosa, púrpura ou vermelhas) formam uma panícula plumosa bastante vistosa.
 
Existem no mercado diversas cultivares desta espécie com épocas de floração e cores diferentes.

Esta planta prefere uma localização parcialmente sombreada. O ideal seria protegê-la do sol mais forte durante o Verão.

A Astilbe é uma planta sensível ás geadas. No Inverno a parte aérea da planta acaba por secar, brotando de novo no início da Primavera.

Esta planta necessita de um teor elevado de humidade durante o seu cultivo, quer no solo quer na atmosfera. Gosta de solo húmido mas não encharcado. Prefere solos ricos em matéria orgânica, férteis, húmidos e bem drenados. No Verão não gostam de solos secos.
 
Planta resistente a pragas e doenças. No entanto é susceptível aos ataques de oídio (pó branco).

Utiliza-se em canteiros, bordaduras e em vaso.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Medronheiro - Arbutus unedo



Nome científico: Arbutus unedo

Nome vulgar: Medronheiro

Esta espécie é originária das zonas litorais do sul e sudoeste da Europa (região mediterrânica e parte oeste da Europa), podendo ser encontrada tão a norte como no oeste da França e na Irlanda.

Esta planta quando adulta pode chegar aos 8 – 10 metros de altura.

O medronheiro apresenta folhas brilhantes verde-escuras na face superior e mais claras na face inferior. As folhas são persistentes, de formato elíptico, dentadas e o pecíolo é curto. Tornam-se avermelhadas no Inverno.

As flores são brancas e aparecem no Outono juntamente com os frutos maduros.

Os frutos são uma baga redonda e verrugosa com aproximadamente 3 cm de diâmetro. Nas primeiras fases do seu desenvolvimento apresentam-se de cor amarelo-alaranjada e posteriormente ficam vermelhos quando estão maduros. Os frutos demoram um ano a amadurecer e é por isso que coincidem no mesmo exemplar os frutos e as flores.

Os frutos do medronheiro são carnosos, doces e comestíveis. No Algarve depois de fermentados servem para produzir a típica aguardente de medronho.

É uma espécie ornamental apreciada quer pela beleza da sua folhagem permanente quer pelas suas flores e frutos. Apresenta uma característica muito interessante – as flores e os frutos coincidem no mesmo exemplar de forma simultânea.

Num jardim pode-se plantar como exemplar isolado, em grupo ou mesmo para sebe. Pode-se cultivar em vaso.

Plantar em locais soalheiros ou em meia-sombra. Não gosta de climas frios de Inverno. As geadas podem causar estragos nas plantas jovens.

Esta espécie gosta de alguma humidade ambiental (como dissemos anteriormente é originária das zonas litorais) mas não gosta de solos encharcados e prefere solos com boa drenagem.

O medronheiro desenvolve-se normalmente em solos ácidos mas tolera solos calcários.

Regar de forma moderada.

Na Primavera agradece o fornecimento de matéria orgânica bem decomposta.

Esta espécie tem tendência para se ramificar desde baixo mas se podarmos os ramos inferiores (na Primavera é a melhor altura) pode-se conseguir a formação de um tronco limpo.

Esta espécie é muito sensível ás transplantações. Normalmente acaba por morrer se o retirarmos da terra para o mudar de sítio.

É uma planta sensível a fungos – as ferrugens e as manchas foliares podem atacar a folhagem.



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Sardinheiras, Gerânios ou Pelargonium



Em todo o mundo existem mais de 250 espécies diferentes do género Pelargonium a que vulgarmente chamamos Sardinheiras, Gerânios ou então Pelargonium. A maior parte destas espécies é originária do continente africano.

Os quatro tipos mais comuns e que encontramos no mercado à venda são:


Pelargonium x hortorum

É o gerânio mais comum e mais conhecido. Resulta do cruzamento entre o Pelargonium zonale e o Pelargonium inquinans e é portanto um híbrido.

Pode apresentar flores simples ou dobradas e existem variedades de flor branca, rosa, salmão, laranja, vermelho (diversos tons) magenta, lavanda e bicolores.




Pelargonium peltatum

Espécie muito conhecida. Pelargonium de cair. Esta espécie apresenta um porte rasteiro e é normalmente utilizada em cascata nas varandas.

Esta espécie terá sido introduzida pela primeira vez na Europa por volta de 1700, na Holanda.


 
Pelargonium grandiflorum

Esta espécie é menos comum que as anteriores. A sua característica principal é o tamanho das suas flores como o próprio nome latino da espécie o demonstra.
 


Pelargonium graveolens, Pelargonium capitatum e Pelargonium crispum

Apesar de serem diferentes espécies apresentam, no entanto, uma característica comum - possuem folhas aromáticas.




CULTIVO
 
LUZ

Estas espécies precisam de muita luz e devem ser colocadas em zonas onde apanhem bastante sol. No entanto, em climas muito quentes e durante o Verão, alguma sombra durante as horas de sol mais intenso pode ser vantajosa.

A espécie Pelargonium grandiflorum é a mais adequada para cultivar em interior numa janela virada a sul.

Quando as plantas são colocadas em locais sombrios ficam estioladas, ou seja, apresentam um crescimento débil, hastes finas e delgadas e pouca (ou nenhuma) floração.

TEMPERATURA

Os gerânios não gostam de frio e não resistem a temperaturas abaixo de 0 ºC. Nos climas onde ocorram geadas é conveniente protegê-los no Inverno.

Se estiverem em vaso convém trazê-los para dentro de casa durante o período invernal. Caso estejam no jardim podemos aproveitar para lhe dar uma poda forte e podemos cobri-los com um plástico perfurado para permitir a saída da humidade em excesso.

REGA

Deve-se ter cuidado com o excesso de rega pois é uma planta que, com facilidade, sofre de podridão do caule e das raízes.

Não aguenta o solo encharcado. É necessária uma boa drenagem da terra ou do substrato no caso de estarem em vaso.

Evitar o mais possível molhar as folhas e as flores. Evitar regar pulverizando as folhas.

No Outono e no Inverno diminuir bastante as regas. 1 vez por semana ou menos é suficiente.

ADUBO

Fornecer de 15 em 15 dias e no período de floração activa um pouco de adubo líquido para plantas de flor.

A carência de nutrientes provoca um crescimento lento, o amarelecimento das folhas e a diminuição da floração.

PODA DOS GERÂNIOS

No final do Inverno ou no início da Primavera deve-se podar as plantas para estimular a emissão de novos rebentos.

Durante a fase de crescimento deveremos ir despontando os ramos para obrigar a planta a emitir hastes laterais – não esquecer que nestas espécies, quanto mais hastes mais flores.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Solandra

Nome científico: Solandra maxima

Nome vulgar: Trombeteiro gigante, Solandra.

Origem: México, América Central e do Sul

Robusto arbusto trepador de crescimento rápido. Devido ao seu forte desenvolvimento vegetativo esta planta precisa de um suporte bastante forte.

Os seus ramos rígidos e grossos parecem lianas e nos seus nós nascem raízes adventícias. Esta espécie apresenta folhas perenes, de cor verde brilhante e de forma oval podendo atingir os 25 cm de comprimento. As folhas mantém-se sempre verdes ao longo de todo o ano, nos climas mais amenos.

Os ramos crescem bastante e florescem nas suas extremidades.

As flores são bastante grandes (cerca de 20 cm), de cor amarelo dourado e em forma de funil ou trompete (as pétalas na sua parte terminal curvam para fora). Em clima quente esta espécie poderá florescer durante todo o ano.

Utilização: para cobrir pérgulas, paredes e muros.

Localização: em pleno sol ou a meia-sombra. Esta espécie pode ser cultivada sem problemas nas zonas costeiras.

É uma planta de climas suaves pois não suporta as geadas mais fortes. Resiste até -3 ºC

Em termos de qualidade de solos esta espécie não é exigente, desde que o mesmo apresente uma boa drenagem.

Durante os períodos de maior crescimento é uma planta que precisa de rega. No entanto uma rega muito abundante vai favorecer bastante o crescimento vegetativo
em desfavor da floração. A planta apresenta uma certa resistência à seca.

Esta espécie tolera a poda sem problemas. A poda obriga a planta a ramificar-se, controlando-se assim o seu desenvolvimento.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Azevinho

Nome científico: Ilex aquifolium


Nome vulgar: Azevinho

Esta espécie é originária do Sul da Europa.


Arbusto de crescimento lento que com a idade pode chegar a árvore, podendo ultrapassar os 10 metros de altura.




Esta espécie apresenta folhas perenes, brilhantes com borda espinhosa e muito duras. As folhas são verde escuro na face superior e mais claras na face inferior.


Existem diversas variedades de Ilex aquifolium com diferentes colorações das folhas e frutos. A variedade 'Argenteo Marginata' possui folhas verdes com a margem branca.


O azevinho é uma planta dióica existindo plantas macho (flores masculinas) e plantas fêmea (flores femeninas) – as únicas de produzem fruto.


O fruto apresenta uma cor vermelha e é do tamanho de uma ervilha. Amadurecem no Outono e servem de alimento a roedores, herbíboros e pássaros.


Actualmente é uma espécie protegida em vários países da Europa devido à apanha selvagem a que foi sujeito para servir de decoração de Natal.


É uma espécie de sombra ou semi-sombra ideal para plantar debaixo de outras árvores.


Suporta diferentes tipos de solo (quer ácidos quer alcalinos) e mesmo os climas mais secos. Tolera o frio e gosta de ambientes húmidos.


Suporta bem a poda (a realizar no fim do Outono) e tolera mal a transplantação.


Celosia - Crista de galo

Nome científico: Celosia argentea var. cristata


Nome vulgar: Crista de galo


Origem: regiões tropicais.


Planta herbácea de ciclo anual com 40 a 60 cm de altura.


Planta de porte arredondado com inflorescências de diversas cores, diversas formas e tamanhos.


Folhas alternas, simples e pouco pecioladas, de forma oval-lanceolada e apresentando nervuras bastante visiveis.


Apresenta uma inflorescência bastante grande e muito decorativa, com flores de cor branca, laranja, amarela, rosa, vermelho e roxo.


Floração: Verão. O seu cultivo deve-se efectuar só quando as temperaturas nocturnas estão acima dos 15º C.


No jardim esta planta deve ser colocada em posição soalheira, onde possa apanhar o máximo de horas de sol. Como planta tropical não resiste ao frio (menos de 5º C).


Pode ser cultivada em vaso como planta de interior, devendo ser colocada na janela onde haja mais sol.


Esta planta exige terrenos bem drenados.


As cristas de galo obtêm-se a partir de semente, semeadas na Primavera. A germinação é algo lenta podendo demorar até 6 semanas a germinar, dependendo da temperatura.